Opções para crédito ao consumidor

Uma pesquisa realizada pelo Jornal O Estado de São Paulo, mostrou que os brasileiros estão perto de atingir o limite da dívida. Para entender como uma nação inteira chegou a esse ponto, saiba como é fácil comprar mercadorias no Brasil, mesmo quando você não tem um centavo no bolso.

Os brasileiros não são mais capazes de pagar suas contas. Segundo a Serasa Experian, entre 2011 e 2012, a insolvência já é de 18,2% acima dos níveis normais.

A organização também diz que esse número é o resultado direto da facilidade de crédito em um país onde as pessoas não estavam acostumadas, portanto, um consumidor habilitado, aliado a parcelas muito atraentes, criou a combinação perfeita para a situação atual que os brasileiros estão enfrentando.

Adquirir bens e serviços e pagar por eles em várias parcelas faz parte da cultura brasileira, mesmo quando a quantidade necessária de dinheiro está disponível. A maioria dos brasileiros pensa “por que pagaria R$ 900,00 se posso pagar R$ 100,00 por mês?”.

As parcelas dissolvem o preço de uma mercadoria e dão a ideia de que elas se encaixam muito bem em nosso orçamento. O problema é que a maioria dos brasileiros não presta atenção às taxas de juros envolvidas nas parcelas e geralmente esquece que espera pagar esse valor todos os meses por vários meses. 

Então o que acontece é que eles acabam adquirindo outros bens, pagam-nos em parcelas e são enganados pela ilusão de ter dinheiro disponível quando, de fato, todo o seu orçamento está comprometido e é aí que as coisas começam a ficar complicadas. Além disso, muitas lojas (como supermercados, lojas de departamento etc) emitem boletos ou oferecem cartões de crédito próprios e permitem ao consumidor parcelar suas compras em parcelas a partir de R$ 6,00. No entanto, para pagar essas dívidas, é necessário que o consumidor vá diretamente a uma das lojas, o que muitas vezes os leva a uma nova compra. Outra opção é usar o cartão de crédito

Cartões de crédito 

Os cartões de crédito também são usados ​​para pagar compras parceladas e, como mencionado anteriormente, pode ser difícil acompanhar todas as compras feitas em um mês, então imagine acompanhar as compras feitas há seis meses? Os cartões de crédito são fáceis de obter e, às vezes, são emitidos mesmo quando o consumidor não os solicitou.

As empresas de cartão de crédito geralmente trabalham em parcerias com bancos e, quando um cliente abre uma conta bancária, ele imediatamente recebe um cartão de crédito. Cabe aos clientes usá-lo ou não e, na maioria dos casos, eles acabam usando.

Segundo a Proteste – Associação brasileira de defesa do consumidor, o crédito rotativo está sujeito a uma taxa de juros de 237,9% ao ano. Essa taxa é quase cinco vezes maior que a da Argentina, colocada na segunda posição no ranking dos países latinos, com uma taxa de juros de 50% ao ano. Como os cartões de crédito oferecem a opção de pagamento mínimo (que varia de 5% a 15% do valor total, de acordo com a empresa do cartão de crédito), é muito fácil perder o controle e limitar seu pagamento ao valor mínimo. 

Em algum momento, com taxas de juros de pelo menos 15% ao mês e até 463,30% ao ano, é impossível pagar a conta, mesmo o valor mínimo, que aumenta a cada mês, pois é proporcional ao valor total. Nesse momento, o consumidor provavelmente estará utilizando outra forma de crédito: seu limite de cheque especial ou, em português, seu “cheque especial”.


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